UNIOESTE - Carta do Leitor



Escreva uma CARTA DO LEITOR, para ser publicada na seção de cartas da Revista FORUM, posicionando-se sobre a temática abaixo. Assine sua carta como João ou Maria.


MERITOCRACIA: JUSTIÇA OU INJUSTIÇA SOCIAL?


Meritocracia é igualdade de condições e não de oportunidades. Quando se pensa em igualdade de condições, nós podemos pensar nas condições reais de vida, a classe social, a realidade concreta das pessoas para a sobrevivência digna e capaz de disputar espaço, melhores empregos e qualidade de vida dentro de uma sociedade capitalista. Se forem igualitárias as condições de vida, eu posso dizer que estamos apontando para a meritocracia em seu conceito justo. Caso contrário, não há meritocracia alguma. O que há é a falácia neoliberal da igualdadede oportunidades; é o privilégio de classe social mascarado, muito comum no Brasil. Por isso, se quiserem falar de meritocracia, falem de igualdade de condições e não igualdade de oportunidades, senão o mérito deixade existir. Se dois pilotos,perfilados lado a lado, correrem, quem vai vencer, o que pilota um Fusca ou uma Ferrari?


Adaptado de: http://www.blogdealtaneira.com.br/2018/07/meritocracia-e-igualdade-de-condicoes-e.html/acesso em 18.10.19.


Entenda por que remuneração deve ser sempre atrelada a resultado. Meritocracia na veia! A meritocracia é uma questão lógica. Entende-se que quem trabalha mais deve ser premiado pelo feito, pois do contrário haverá falta de incentivo e uma tendência natural para que prevaleça sempre a lei do mínimo esforço. Na realidade, esse modelo de trabalho visa a organizar a empresa de modo a garantir que as pessoas mais eficientes sejam recompensadas e tenham oportunidade de crescimento ou até mesmo sociedade no negócio. O resultado disso é bom para empresae para o funcionário, pois ambos aumentam suas receitas.


Adaptado de: https://blog.betalabs.com.br/entenda-porque-remuneracao-deve-ser-sempre-atrelada-a-resultado-meritocracia--na-veia/acesso em 18.10.19.


COMENTÁRIO


A Unioeste, assim como alguns outros vestiulares como UEM, cobram o gênero carta do leitor como uma das exigências para a prova de redação em seus vestibulares. Esse gênero textual faz parte de uma seção jornalísticas, ou seja, quem vai escrever esse texto é um possível leitor frequente daquele meio comunicação (jornal, revista, blog).

Geralmente é dado um texto (trecho de artigo, reportagem ou notícia) desse meio de comunicação e ao lê-lo, o candidato é chamado a discutir sobre o tema com a revista ou jornal (via editor) ou com o prórpio escritor que assina a matéria.Porém, em 2020 isso não aconteceu, o que causou estranhanheza.Foram dados dois recortes de fontes diferentes para que o candidato (leitor) escrevesse para Revista Fórum.



Sobre o gênero, nada muda em se tratando de carta, ou seja, é preciso ter um locativo e data (sempre oriento a colocar o nome da cidade onde faz o vestibular), vocativo (Senhor editor,) , corpo do texto (discussão sobre o tema), despedida (Atenciosamente) e assinatura (João ou Maria). Não seguir essa estrutura é zerar a redação. Não se utilizar de todos os elementos exigidos é perder pontos.


Quanto ao tema, verifica-se tratar de um assunto polêmico (meritrocracia) sobre o qual a proposta traz como recorte temático o questionamento se seria ela justiça ou injustiça social. Assim, o candidato deveria tomar partido, posicionar-se (opiniar) defendendo, desta forma, seu ponto de vista, consierando os textos de apoio e seus conhecimentos de mundo.


Como de costume, a Unoeste não disponibilizou muitos texto ou textos longos para o candidato, porém nesse caso eles foram bem objetivos. O texto 1, claramente não vê justiça na meritocracia e evidencia o motivo, ao contrário do texto seguinte que também expõe seu posicioanmento (destaque nosso para evidenciar as ideias) . Evidentemente, espera-se que o candidato não fique preso aos argumentos dos textos de base, mas que recorra ao seu repertório sociocultural para que haja uma argumentação mais consistente. Um estratégia interessante é usar a contra-argumentação, ou seja, utilizar os argumentos do texto contrário e rebatê-los.


Trata-se de uma prova fácil, mas que exige, como qualquer composição de gênero textual, muita atenção ao enunciado. Cuidado com as datas, situações, o nome da assinatura. Abaixo, deixaremos uma sugestão de formato de carta. Nada é muito rígido quanto à estética. Qual dúvida, fale com a gente.





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