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Violência nas escolas (ENEM)

Updated: Apr 3, 2023




Leia os textos que seguem:


Texto 1

A definição de violência se faz necessária para uma maior compreensão da violência escolar. É uma transgressão da ordem e das regras da vida em sociedade. É o atentado direto, físico contra a pessoa cuja vida, saúde e integridade física ou liberdade individual correm perigo a partir da ação de outros. Neste sentido Aida Monteiro se expressa " entendemos a violência, enquanto ausência e desrespeito aos direitos do outro"[1]. No estudo realizado pela autora em uma escola, buscou-se perceber a concepção de violência dada pelo corpo docente e discente da instituição. (...)

São inúmeros os fatores que podem levar uma criança ou um adolescente a um ato delitivo, a seguir, abordaremos os que acreditamos serem os mais relevantes.

A desigualdade social é um dos fatores que levam um jovem a cometer atos violentos. A situação de carência absoluta de condições básicas de sobrevivência tende a embrutecer os indivíduos, assim, a pobreza seria geradora de personalidades desruptivas. " A partir desse ... de estar numa posição secundária na sociedade e de possuir menos possibilidades de trabalho, estudo e consumo, porque além de serem pobres se sentem maltratados, vistos como diferentes e inferiores. Por essa razão, as percepções que têm sobre os jovens endinheirados são muito violentas e repletas de ódio..."


Texto 2

Levantamento global da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) coloca o país entre os de índices mais altos do mundo no ranking das agressões contra professores - e que têm se mantido estável nos últimos anos.

• Ambiente mais propício ao bullying: estudo divulgado em 2019 apontou que as escolas brasileiras são ambiente mais propício ao bullying e à intimidação do que a média internacional. Foram entrevistados 250 mil professores e líderes escolares de 48 países ou regiões.

• Situações de intimidação: 28% dos diretores escolares brasileiros relataram ter testemunhado situações de intimidação ou bullying entre alunos, o dobro da média da OCDE.

• Abuso verbal: semanalmente, 10% das escolas brasileiras pesquisadas registram episódios de intimidação ou abuso verbal contra educadores, segundo eles próprios, com "potenciais consequências para o bem-estar, níveis de estresse e permanência deles na profissão", diz a pesquisa. A média internacional é de 3%.

• Agressividade "normalizada": A OCDE não analisou os motivos por trás desses índices, mas apontou que o bullying e a agressividade acabaram sendo "normalizados" e minimizados, com impactos negativos sobre o aprendizado.

• Intimidação semanal: Em 2017, estudo semelhante da OCDE mostrou que 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana. Era o índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%.



Texto 3

O ataque a faca em uma escola estadual de São Paulo, que deixou uma professora morta e outras quatro pessoas feridas, na última segunda-feira (27/03), acendeu um alerta. Ainda que casos isolados de violência escolar sejam registrados no Brasil há mais de 20 anos, o fenômeno se intensificou nos últimos meses. Em meio aos efeitos do estresse provocado pelo isolamento social prolongado na pandemia, jovens encontram estímulos a ações violentas no ambiente digital.

"Infelizmente, sabemos que vai acontecer de novo. É uma questão de tempo", constata a pesquisadora Telma Vinha, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (Gepem) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O primeiro ataque do tipo ocorrido no Brasil se passou em 2002, em Salvador. Desde então, o país teve 22 casos registrados, já contabilizado o episódio mais recente. Desse total, nove casos se concentram nos últimos oito meses – percentual superior a 40%.

"A escola tem um sentido negativo para esses estudantes. Os dados que coletamos mostram que todos eles tiveram sofrimento na escola, seja por bullying ou humilhação, que geram transtornos mentais. Nos últimos anos, o problema foi muito fomentado por interações no ambiente digital, onde grupos extremistas incentivam essas ações", comenta Vinha.

"Muitos jovens tentavam preencher o seu cotidiano com coisas diferentes, mas outros não conseguiam fazer isso e tinham problemas de insônia e depressão. Quando retornam para o ambiente escolar, trazem isso com eles. A escola, por sua vez, voltou igualzinha, não mudou em nada o seu papel", avalia a socióloga Miriam Abramovay, que coordena a Área de Estudos e Políticas da Flacso. A pesquisadora avalia que o conjunto de problemas ligados à convivência escolar reflete um foco desproporcional nos indicadores de desempenho. Abramovay salienta que a garantia de um ambiente escolar saudável é fundamental para o processo de aprendizagem. Para isso, defende que as escolas dediquem maior atenção à saúde mental dos estudantes, mesmo que não contem com profissionais específicos para isso.


Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema OS DESAFIOS DAS ESCOLAS NO COMABTE À VIOLÊNCIA NAS ESCOLAR: , apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.




REPERTÓRIO


  • Sex Education”, série produzida pela Netflix, retrata o drama adolescente e suas vivências, principalmente, no ambiente escolar.

  • Tiros em Columbine: Documentári0 americano que narra a tragédia de 20 de abril de 1999, quando dois estudantes invadiram o colégio Columbine High School, no Colorado, e abriram fogo contra alunos e professores, deixando 13 mortos e 23 feridos. O fato, que ficou conhecido como massacre em columbine e ganhou repercussão mundial por ter sido televisionado ao vivo pela imprensa norte-americana. 

  • O livro "O Ateneu", d escritor realista brasileiro, Raul Pompeia, retrata a vivência do personagem Sérgio em um colégio interno caracterizado, principalmente, pelo intenso inserimento da moralidade vigente da época nessa instituição por meio dos aluno.

  • "A educação deve formar indivíduos críticos capazes de interagir socialmente. formar indivíduos críticos capazes de interagir socialmente" (Paulo Freire).
















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