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Tema UEMS


TEXTO 1


De acordo com pesquisas recentes da Abag, 60% das produtoras rurais têm ensino superior completo, 55% acessam a internet diariamente e 57% participam de forma ativa de sindicatos e associações rurais. Portanto, podemos concluir que a capacitação e o acesso à informação são bases fundamentais para os resultados positivos. Afinal, elas não estão lutando por espaço apenas por um movimento, mas para realmente mostrar suas capacidades e fazer a diferença em suas funções. Prova disso está no domínio feminino na administração e gestão das fazendas, que resultam em maior produtividade, redução de custos e aumento de lucro para os produtores. A integração das profissionais mais jovens nas propriedades rurais também tem ajudado a transformar a vida da mulher do campo que não tem esse acesso à informação ou educação. Ao compartilhar conhecimento, despertar a curiosidade e o pensamento crítico, estimular a busca pelos direitos e trabalhar em união pelo desenvolvimento nasce uma nova era para as empreendedoras do agro. Mesmo diante de desafios como desigualdade, preconceito, intolerância e violência, o poder feminino tem persistido e conquistado seu espaço dia após dia. Ainda há muito trabalho a ser feito nesse aspecto — dentro e fora das propriedades rurais — mas as perspectivas e pesquisas mostram uma evolução positiva e animadora. Além de uma sociedade mais justa, os dados indicam que reconhecer o valor da mulher rural promove a agricultura moderna, o desenvolvimento sustentável e o crescimento do agronegócio na economia. Por isso, as discussões sobre essa pauta são sempre bem-vindas.


TEXTO 2

Pesquisa retrata os avanços e desafios em torno da participação feminina no agro


Recentemente, a Agroligadas, entidade formada por mulheres profissionais do agronegócio, em parceria com algumas instituições, realizou uma pesquisa sobre “A participação feminina no agronegócio”, onde ouviu 408 mulheres que atuam no setor, com média de idade de 40 anos, de Norte a Sul do país. O objetivo foi entender melhor a participação feminina no agronegócio brasileiro e como essas mulheres percebem os avanços.

Equidade de gênero - Remuneração condizente e equiparada, por que não? A questão da equidade de gênero é um assunto que tem que estar em pauta, pois se faz necessário. Das entrevistadas, 54% acham que mulheres do agro ainda ganham menos que os homens, já 79% disseram que a equidade melhorou nos últimos 10 anos.



A desigualdade de gênero ainda existe? O que fazer para mudar?


87% disseram achar importante ter o mesmo nível de treinamento; 80% percebem que é preciso mais apoio para mulheres que sofrem com a desigualdade de gênero; 90% enxergam como ação fundamental aumentar a divulgação de casos de sucesso e 74% entendem que é preciso aumentar a conscientização sobre a desigualdade de gênero.

Para a diretora de Comunicação da Corteva, Vivian Bialski, iniciativas de inclusão das mulheres em posições de liderança no agronegócio são cada vez mais importantes. “Essa pesquisa traz insumos relevantes para que toda a cadeia do agro ataque os pontos que hoje impedem a maior equidade de gênero. Temos estabelecido importantes parcerias para promover a capacitação e o empoderamento da mulher rural”.


https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/estacao-agro/noticia/2022/04/21/com-maior-espaco-e-lideranca-mulheres-relatam-desafios-a-frente-do-agronegocio.ghtml


Texto 3


“A grande revolução do agronegócio talvez seja as mulheres assumirem cada vez mais o protagonismo de suas carreiras, das fazendas, e redesenhar o cenário do mercado de um jeito novo e melhor. No fim, sinto que nós, mulheres, e as tecnologias temos o mesmo papel: Transformar e trazer um novo olhar para o agro, que tem se mostrado cada dia mais promissor! Os desafios ainda são muitos, mas a gente vai dando um passo de cada vez. Produtor a produtor, grão por grão, vaca por vaca…”

Beatriz Esteves, gerente de marketing da Rumia


TEXTO 4

Mulheres cada vez mais presentes no agronegócio, mas é preciso avançar


Assim como em outras áreas do mercado de trabalho, as mulheres estão cada vez mais ocupando espaço no agronegócio. Apesar disso, alguns desafios ainda persistem, como machismo, oportunidades iguais, e encontrar um caminho dentro do campo. O tema foi o centro do debate do painel "Mulheres do Agro", que fechou o evento SuperAgro da EXAME.

Luciana Dalmagro, produtora rural e empreendedora, é a quinta geração de uma família de produtores e no começo tentou se distanciar do agronegócio, se formando em farmácia. Assim que decidiu focar no campo, há 12 anos, viu uma oportunidade de agregar ao negócio familiar dentro da área de sustentabilidade.

“O último Censo Agro mostra que a cada dez líderes do campo, duas são mulheres. E quando eu percorro fazendas, percebo que a mulher tem a liderança, mas quando pergunto, ela fala que é o pai, o marido, ou o irmão. Existe este machismo estrutural por não enxergar na mulher a capacidade de ocupar este posto”, diz.

Para quebrar este paradigma, Aline Maldonado Locks, CEO da Produzindo Certo, que também participou do debate, diz que a preparação é fundamental, antes de ocupar qualquer cargo. “Passei por todas as etapas em uma ONG até me tornar CEO”, lembra.

Luciana Dalmagro concorda com a opinião e ainda destaca que ter a figura de uma mentora ajuda neste processo. “É importante ter uma figura para a gente se apoiar, e que seja generosa por natureza. Eu encontrei o meu espaço, sem gerar competitividade, com algo que poderia agregar”, afirma.


TEXTO 5







Texto 6

Mulheres do agro querem participação mais ativa nos negócios


As mulheres que atuam na gestão enfrentam inúmeros desafios e oportunidades assim como em qualquer outro setor dentro do agronegócio. Para Ângela Schimidtel, “um dos maiores desafios é conseguir ser ouvida, principalmente por estar lidando com um universo que era basicamente masculino. Falar de dólar, estratégia de mercado, gestão de risco, nos primeiros momentos soou um pouco estranho vindo de uma mulher. Mas tive a sorte de trabalhar numa empresa, onde sempre tive a oportunidade de inovar e de ter boa aceitação às mudanças, o que também aumenta a responsabilidade”, salienta.


Mas muitas também são as oportunidades para as mulheres que gostam, entendem e desejam atuar na gestão do agro. Para Ângela, uma das grandes oportunidades para as mulheres, principalmente na sua região, é o campo de trabalho que vem surgindo devido aos homens focarem mais nas áreas de tecnologia, engenharia e agronomia. “Para nós mulheres, sobra um campo de trabalho enorme, inclusive na gestão da propriedade rural. Para isto não é necessário apenas entender qual semente plantar, qual melhor período para o plantio, mas sim, entender de conceitos de lucratividade, custos, margem de contribuição e, neste casos, os cursos de contabilidade e administração são um ‘prato cheio’ para quem quer trabalhar nas áreas de gestão”, aponta ela.


https://www.agromogiana.com.br/mulheres-do-agro-querem-participacao-mais-ativa-nos-negocios-dados-das-mulheres-da-gestao-desafios-e-oportunidades/


TEXTO 7


MS: em 10 anos, número de mulheres em atividades agrícolas cresce 109%


As atividades agrícolas foram as que mais registraram crescimento da participação das mulheres em dez anos, de acordo com levantamento feito pelo Sistema Famasul com dados do Ministério do Trabalho e Previdência, chegando a um aumento de 109% em Mato Grosso do Sul. A porcentagem foi registrada nas ocupações em cultivo de soja, atividades de apoio à agricultura e cultivo de cereais. O número saiu de 1,1 mil mulheres em 2010 para 2,4 mil em 2020.

Ainda de acordo com os dados, até 2020, cerca de 66% das mulheres receberam até 1,5 salário-mínimo e mais de 23% receberam de 1,5 a 3 salários. Em relação à escolaridade, a maioria delas obtém o ensino médio completo, com 41,23%.

A maior presença das mulheres é na criação de bovinos, com 53,44% de participação. Em seguida no cultivo de soja com 13,90%, atividades de apoio à agricultura com 6,35% e cultivo de cereais com 4,88%.

Fonte: Ascom Sistema Famasul



PROPOSTA ÚNICA


Tendo como referência os textos motivadores apresentados e suas leituras prévias, bem como os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, na modalidade escrita formal da Língua Portuguesa, com, no mínimo, 15 e, no máximo, 30 linhas, sobre o tema: A mulher no agronegócio: conquistas expressivas e desafios estruturais para serem superados nesse setor. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos, fatos e informações para constituição de seu texto.

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